O Brasil negligencia o investimento em saneamento básico, uma questão de saúde pública
A Justiça Federal determinou que a União, o Estado de Sergipe e o Município de Porto da Folha iniciem estudos para viabilizar a implantação de uma rede de esgotamento sanitário em Porto da Folha. A decisão se atém exclusivamente ao município sergipano. A carência de investimento em saneamento básico, entretanto, é uma catástrofe de dimensão nacional.
Levantamento recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelou um retrato estarrecedor. No Brasil, um país abençoado por Deus e bonito por natureza, 1,7 milhão de domicílios sequer possuem banheiros de uso exclusivo.
Em todo o país, 66,3% das residências escoam o esgoto pela rede geral ou por meio de fossa ligada à rede geral. Na região Sudeste, observa-se o cenário mais avançado, com o percentual de 88,6%. No outro extremo, contudo, somente 44,6% dos domicílios nordestinos registram o escoamento do esgoto através da rede geral.
O Brasil negligencia o investimento em saneamento básico, uma questão de saúde pública. A negligência é generalizada, mas ocorre mais para as bandas de cá do que pros lados do sul maravilha. No norte e nordeste do Brasil, historicamente relegados a segundo plano em matéria de investimentos do governo federal, tudo ainda está por ser feito.


