“Bolsonaro não é considerado um interlocutor à altura dos temas debatidos pelas grandes potências”
Sob a guarda de Bolsonaro, o Brasil definha. Após se firmar como país emergente, com voz relevante no cenário internacional, o Brasil adotou a contra mão do mundo civilizado em todas as questões mais urgentes da contemporaneidade. A postura francamente reacionária ante temas tão diversos como guerra, vacina, economia e meio ambiente reduz o status brasileiro ao mesmo patamar de uma República de Bananas.
Não é à toa que o Brasil já não é convidado para se pronunciar em reuniões de cúpula. Ontem, por exemplo, o governo da Alemanha anunciou que vai convidar quatro países em desenvolvimento para a Cúpula do G7, marcada para ocorrer em junho. Mas, assim como ocorreu em 2021 e em 2019, o Brasil foi esnobado. Em termos práticos, Bolsonaro não é considerado um interlocutor à altura dos temas debatidos pelas grandes potências, o presidente brasileiro não senta à mesa dos maiorais.
Já foi diferente. Conhecido como o grupo das economias desenvolvidas, o G7 é formado por EUA, Itália, França, Japão, Canadá, Reino Unido e Alemanha. Mas tem já sido uma praxe dos líderes desses países ampliar a reunião para também ouvir as perspectivas de países em desenvolvimento. O Brasil, que por anos foi um dos países mais presentes ao evento, passou a ser preterido.
A conta chegou. Pouco a pouco, a percepção internacional sobre o presidente brasileiro empurraram o país para a condição de pária. Negacionismo, extrativismo predatório, xenofobia, os delírios ideológicos do presidente, prejudicam o Brasil, custam caro.


