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RETÓRICA NÃO BASTA


Publicado em 11 de junho de 2024
Por Jornal Do Dia Se


O assunto das “fake news” continua em constantes debates nas duas casas do Congresso Nacional em relação à definição como crime e a consequente punição dos autores. O tema se opõe a outra grande polêmica em discussão, que seria a volta da antidemocrática censura

* Carlos M. Vila-Nova

Cotidianamente numerosas publicações nas redes sociais, às vezes com notícias polêmicas e denunciativas de conteúdo falso, gerando prejuízo social com a desinformação, direcionamentos errantes das pessoas e obstáculos aos bons projetos e realizações.
Na verdade, a internet com as redes sociais é responsável por uma gama de informações diárias, decorrente dos instrumentos poderosos de publicações instantâneas e massificadas. Porém, há o revés de ter se tornado um ambiente de alta vulnerabilidade, tanto para as fraudes financeiras como para as veiculações das famosas “fake news”.
O instagram, facebook e outras redes refletem um mundo mágico, colorido e com imagens deslumbrantes, provindas de câmeras fabulosas. Deveras, os fantásticos recursos tecnológicos despertam o imaginário das pessoas.
Como é do conhecimento, agentes mal intencionados utilizam as “redes” para divulgar dados forjados e distanciados da realidade. Essa periculosidade tem crescido e se expandido através das “fake news”. Nada incomum citando os exemplos das fraudes ocorridas na catástrofe do Rio Grande do Sul, numa linha mais grave de impiedade humana. Destarte, comparativamente, espalhar “fake news” parece bem mais ameno.
Nesse campo de atuação, as retóricas estão cada vez mais aprimoradas!
Impressionantes são as falas estratégicas para os intentos persuasivos das publicações.
Com a retórica em alta, instrumentalizada pela arte do bem argumentar, da eloquência, da oratória e do bem dizer; o campo fica fértil para os aproveitadores, pois a emoção vem à tona e fica longe do racional.
Determinadas publicações feitas com maestria apresentam dados mentirosos e esbanjam da boa retórica, mesmo com pouca verdade. Então, nesse ambiente de celeridade, automatismo e de rara pesquisa com reflexão; o conhecimento ocorre por osmose, sem gasto de energia e pesquisa.
O mais agravante é que esses mesmos vídeos e informativos são repassados.
Foi o que ocorreu com mais intensidade nas últimas eleições, meio ao ambiente polarizado e baseado nas atraentes sensações humanas da emoção pela discórdia.
Contudo, o fenômeno tecnológico é um avanço incontestável da humanidade. Sopesado o lado disfarçado e hostil, que deve ser minimizado; ainda, existem outras inconsistências como a mistura do sagrado com o profano, as curtidas no lugar das lamentações, assim como outras, também criticáveis. No entanto, nos tempos atuais, manter-se fora da internet e das redes sociais inibe o campo de atuação social e profissional.
Quanto ao aspecto jurídico, a Lei 12.965, promulgada em 23 de abril de 2014, estabelece princípios e garantias para o uso da internet no Brasil com os enfoques principais na liberdade de expressão, proteção à privacidade e garantia da neutralidade.
O assunto das “fake news” continua em constantes debates nas duas casas do Congresso Nacional em relação à definição como crime e a consequente punição dos autores. O tema se opõe a outra grande polêmica em discussão, que seria a volta da antidemocrática censura.
Por conseguinte, restam as mazelas do virtual! Enquanto isso, só a fixação mental de que o mundo continua real e é bem diferente do virtual pode trazer resultados mais alvissareiros, diante do contexto de informações falsas e sem limites.

* Carlos M. Vila-Nova, advogado de Estância, bancário aposentado

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