Rogério e Márcio se enfrentam na eleição do diretório estadual do PT

Gilvanmanoel@jornaldodiase.com.br
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Nos últimos anos, Rogério e o deputado federal João Daniel, atualmente na presidência, organizaram o partido nos municípios do estado e controlam quase todos os diretórios municipais

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O Processo de Eleição Direta (PED) do PT será realizado neste domingo (6) e vai mostrar, mais uma vez, a divisão do partido no estado de Sergipe. Num cenário em que o senador Rogério Carvalho se apresenta como favorito na disputa pela presidência do diretório regional, a secretária nacional de Renda e Cidadania, Eliane Aquino, desembarcou esta semana em Aracaju para fazer campanha de Cássio Murilo, candidato apoiado também pelo ministro da Secretaria-geral da Presidência, Márcio Macêdo.
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Nos últimos anos, Rogério e o deputado federal João Daniel, atualmente na presidência, organizaram o partido nos municípios do estado. Os dois controlam quase todos os diretórios municipais que eles mesmo criaram, e visitam cidades do interior todos os finais de semana.
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A presença frequente no estado talvez seja a principal diferença entre os grupos de Rogério e de Márcio. Senador e deputado dão assistência integral aos diretórios e filiados, enquanto ministro e secretária quando estão no estado se limitam a cumprir compromissos familiares em Aracaju.
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No final do ano passado, Márcio chegou a participar do encontro estadual do PT, mas não teve força para impedir a aprovação de resolução política que definiu a linha de atuação do partido até as eleições de 2026. Um dos pontos principais é a proibição de apoio ao governo Fábio Mitidieri (PSD), hoje aliado informal do ministro, responsável pela indicação de Valadares Filho para a secretaria estadual de turismo.
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Segundo o documento, a resolução política do Diretório Estadual do PT/SE iniciou os debates políticos do partido rumo às eleições internas, marcadas para 6 de julho de 2025. “A Democracia Petista é um processo constante de construção”, adverte.
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Além da reeleição do presidente Lula, o partido defende também as reeleições do senador Rogério Carvalho, o deputado federal João Daniel e o deputado estadual Chico do Correio, e faz questão de alertar para a linha política: “Todas as candidaturas do PT de Sergipe em 2026 serão de combate aos projetos neoliberais e da extrema direita”.
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O documento alerta para o papel dirigente do PT/SE na organização, fortalecimento e articulação com os movimentos sociais e populares: “Não podemos continuar sendo somente um partido de eleições. Precisamos reconstruir nossas bases de apoio na sociedade reafirmando nosso compromisso histórico com a classe trabalhadora e seus movimentos, estimulando e formando nossos militantes para a luta sindical, estudantil e nos demais movimentos populares, além de assumirmos, enquanto partido, a defesa de suas pautas e lutas autônomas”.
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“Foi com sua história, construída junto aos movimentos sociais e populares e ao movimento sindical, como também nas instâncias institucionais do Legislativo e do Executivo, que o PT se tornou a principal força política do país em defesa da democracia, da soberania nacional e dos interesses populares, presente em todos os momentos da vida do país, especialmente nos mais difíceis. E será esse o caminho que devemos voltar a trilhar para reconstruirmos nossa base social tão importante para nos dar o suporte fundamental para os próximos desafios políticos e eleitorais que teremos pela frente”, defende em outro trecho a longa resolução.
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O texto estabelece que as tarefas de curto prazo para 2025/2026, são: a) Garantir que a democracia partidária se fortaleça; b) Construir jornada de lutas no 1º semestre/ 2025, estabelecendo iniciativas com as centrais sindicais e partidos de esquerda, que estimulem o protagonismo da classe trabalhadora e reafirmação do compromisso com os movimentos sociais e populares; c) Construir as condições objetivas para a reeleição do nosso presidente Lula e do nosso senador Rogério Carvalho em 2026; d) Iniciar o processo democrático de debates, com respeito às regras estatutárias, para construir e definir a linha política, o programa e as candidaturas petistas ao governo estadual, ao senado e demais cargos proporcionais.
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Ao indicar Valadares Filho para o governo Mitidieri, Márcio contrariou a resolução do partido, o que acaba isolando a candidatura de Cássio Murilo para a presidência do diretório regional. O ministro não faz política em Sergipe. Acha que a sua atuação em Brasília seria o carro-chefe para uma eventual candidatura em 2026.
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Pintura sobre tela da artista Inês D’Ávila
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Aumento da previdência

A prefeita Emília Corrêa enviou à Câmara Municipal de Aracaju um Projeto de Lei Complementar (PLC) que eleva a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores ativos, inativos e pensionistas para 14%. Até o final da gestão de Edvaldo Nogueira a contribuição era de 11%. Para compensar, ela propõe um reajuste de 3% para os servidores.
O vereador Iran Barbosa (Psol), no entanto, encontrou três erros na proposta e Emília: O primeiro deles é que a proposta coloca exclusivamente nas costas dos servidores públicos a responsabilidade pelo aumento da alíquota de contribuição, de 11% para 14%, porque não há contrapartida por parte da Administração Municipal, já que o aumento não incide sobre a contribuição patronal; Um outro ponto apontado por Iran diz respeito à possibilidade de que servidores que integram o fundo previdenciário que tem déficit atuarial, passarão a integrar o fundo criado em 2001, que é superavitário e que foi instituído para custear as aposentadorias dos servidores que ingressaram no Serviço Público Municipal a partir da sua criação.
Por fim, segundo o vereador, o projeto não apresenta regras de transição. “Há servidores que estão na iminência de se aposentarem, com quase todas as condições para isso e, de repente, muda-se tudo sem que haja uma regra de transição para esses trabalhadores. Isso não pode acontecer”, destacou.
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Emenda ‘Safadão’

O Forró Caju 2025 e o cantor Wesley Safadão estiveram na pauta da quinta-feira (3), na Câmara Municipal de Aracaju. O vereador Élber Batalha (PSB) começou dizendo que Forró Caju 2025 foi o mais caro, custando mais de R$ 20 milhões. Defendeu que os festejos juninos são importantes para movimentar a economia, mas devem ser feitos com responsabilidade, e criticou o discurso do deputado federal Thiago de Joaldo (PP), que afirmou direcionar uma emenda impositiva para o cachê do cantor de Safadão no Forró Caju 2026.
Ressaltou Élber, que é líder da oposição na Câmara: “Tem emenda pix, emenda impositiva e o candidato virtual da prefeita a governador, o deputado federal Thiago de Joaldo, criou a emenda Safadão”. O cachê pago ao cantor no Forró Caju 2025 foi de R$ 1,2 milhão.
O vereador requereu uma investigação do Ministério Público de Sergipe.
Apesar de favorito, Rogério vem participando de todos os debates promovidos internamente nas instâncias partidárias e tolerando todos os tipos de ataques.
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Nomes de Emília

A um ano das convenções partidárias que definirão candidatos e coligações nas eleições de 2026, a prefeita Emília Corrêa já definiu a sua chapa majoritária. Thiago de Joaldo ou Valmir de Francisquinho, caso consiga reverter na justiça a sua inelegibilidade, para governador e Rodrigo Valadares e Eduardo Amorim para o Senado. Resta saber se daqui até lá ela não muda de opinião.
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Respeito entre poderes

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo (PT), de fendeu na quinta-feira (3) que haja respeito mútuo entre os Poderes. Em evento da Caravana das Juventudes, ele afirmou que o Executivo Federal não é adversário do Congresso Nacional, em referência à judicialização da derrubada da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo Congresso.
“Não pode haver invasão de um Poder sobre o outro”, disse. O ministro lembrou que sabe como é estar em outra posição, mencionando que foi deputado federal, em dois mandatos, e que a decisão sobre o IOF cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós queremos justiça tributária”, afirmou Macêdo.
Para o governo, a elevação do IOF é o meio de continuar mantendo as verbas públicas e atender às metas do arcabouço fiscal e programas sociais. No fim de maio, o presidente Lula editou o decreto que aumenta o IOF em operações de crédito, de seguros e de câmbio, derrubado pelo Congresso por um projeto de decreto legislativo (PDL).
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O paraíso é aqui

Com esse título, o jornalista Adiberto de Sousa no blog Destaque Notícias: “Quem assiste a propaganda oficial e não conhece a realidade de Sergipe imagina que isso aqui é bem melhor do que Pasárgada, aquela cidade imaginária concebida pelo escritor Manuel Bandeira. O blábláblá oficial quer fazer acreditar que vivemos num pedacinho do paraíso, onde não há fome, recém-nascidos não morrem aos montões, as escolas estaduais são de primeiro mundo, as rodovias são verdadeiros tapetes e há empregos sobrando. Talvez seja por acreditar nesse estado surreal e imaginar que os sergipanos engolem o lero-lero dos marqueteiros que o sorridente governador Fábio Mitidieri (PSD) não perde um forrobodó, uma festa de vaqueiro e se esbalda nas prévias carnavalescas. Como a realidade de Sergipe é bem diferente da propaganda oficial, ‘vou-me embora pra Pasárgada’, pois lá sou amigo do rei.”
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Limpeza urbana

Na quarta-feira (2), a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4146/2020, que regulamenta a profissão de trabalhador e trabalhadora da limpeza urbana. O projeto estabelece um piso salarial nacional equivalente a dois salários mínimos, jornada de trabalho de 40 horas semanais, reconhecimento da exposição a condições insalubres, direito à aposentadoria especial e, sobretudo, o reconhecimento formal da função como essencial à sociedade.
Para a Confetam, trata-se de um avanço histórico na valorização desses profissionais, que são fundamentais para a saúde pública, o bem-estar coletivo e a dignidade urbana.
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Regime 6 X 1

O líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), e a Bancada do PT na Câmara protocolaram nesta quarta-feira (2/7), o projeto de lei (PL 3197/2025) que propõe a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas sem redução salarial, o fim do regime 6×1 (segunda a sábado), e inclui mudanças no cálculo de horas extras, intervalos e até no tratamento do tempo de deslocamento.
O deputado petista Reginaldo Lopes (MG) e a deputada Erika Hilton (Psol-SP) também são autores de propostas de emenda à Constituição (PECs 221/19 e 08/2025, respectivamente) que propõem a redução de jornada de trabalho e da escala 6X1.
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