Sem solução 

Segundo levantamento feito pelo Conselho Regional de Medicina de Sergipe, as providências alardeadas pelo governo de Sergipe com o objetivo de remediar os problemas da urgência pediátrica no estado não surtiram efeito. Ontem, ao menos 40 crianças ainda aguardavam por uma vaga nas unidades de terapia intensiva (UTI).
O problema é generalizado, afeta toda a rede estadual, o Hospital da Criança, Santa Isabel, o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e o Fernando Franco. Trata-se de um colapso, portanto. Um colapso sazonal.
A ausência de estrutura para atender os casos de urgência pediátrica é um problema crônico da saúde em Sergipe. Gestores das esferas públicas e privada lidam com a situação há anos, sem jamais se aproximar de uma solução. 
É assim há anos, mais de uma década. Vira e mexe, faltam vagas. Quando o número de casos relacionados a síndromes respiratórias tende a aumentar – consequência natural das chuvas de maio, junho e julho -, também se prevê que falte assistência adequada em todas as unidades de atendimento infantil.
Eis as condições enfrentadas pelo Sistema Único de Saúde em Sergipe. O Jornal do Dia insiste: Pior do que a pediatria, deficiente até mesmo na rede privada, só a situação dos pacientes oncológicos, em uma batalha de vida e morte contra a doença, sem recursos para bancar um tratamento sempre muito dispendioso.
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