Sergipe na contramão

Na contramão do cenário econômico nacional, orientado pela políticas públicas do governo Lula, Sergipe segue incapaz de gerar emprego e renda, com reflexo notável nos números do endividamento.
A proporção de famílias endividadas no País passou de 78,5% em junho para 78,1% em julho, queda de 0,4 ponto porcentual, primeiro recuo desde novembro de 2022. A queda é ainda muito tímida. Em Sergipe, no entanto, o número de endividados aumentou.
Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Encabeçando a lista de 13 estados onde o endividamento só aumenta, Sergipe aparece com acréscimo de 3.6 pontos percentuais.
O quadro estadual é desolador. A taxa de desemprego em Sergipe atingiu 11,9% no 1º trimestre de 2023. Isso coloca o Estado com a 6º maior taxa de desemprego do país.
A situação dos trabalhadores sergipanos já foi pior, é verdade. Nem por isso, contudo chega perto de confortável. Para milhões de pais e mães de famílias de mãos estendidas na rua da amargura, o mercado de trabalho é representado pela imagem de uma porta fechada. Oportunidades precisam ser criadas. O cenário nacional, tomado por uma lufada de otimismo finalmente justificado, assume ar de incentivo.

Compartilhe esta notícia