Rian Santos
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Tenho pena do repórter com a obrigação de acompanhar a rotina do governo de Sergipe, os passos em falso e atos falhos do governador Fabio Mitidieri. A pauta é insalubre. Sob pressão, o homem perde a linha.
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Os episódios de grosseria se repetem. Quem não lembra do confronto entre o governador e os professores representados pelo Sintese? Cobrado por estes abnegados servidores estaduais, Mitidieri partiu para o ataque e alegou que nunca os viu trabalhar, insinuou que o corpo docente da rede estadual de ensino é composto por vagabundos.
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Depois, flagrado em um estádio de futebol no exterior, justamente enquanto gozava licença médica, Mitidieri fez pouco caso do ruidoso desconforto vocalizado pela opinião pública e respondeu que tinha viajado às próprias custas, como se não devesse satisfação a ninguém.
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Mais recentemente, questionado a respeito da falta de água em diversos municípios sergipanos após a cessão da Deso, o governador destratou um repórter, mero porta voz das torneiras sem serventia. Ao invés de aproveitar a oportunidade para anunciar providências, ele respondeu com a boca suja da ironia rasteira.
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Segundo uma fonte agraciada com polpudo cargo comissionado, com décadas de bons serviços prestados à administração pública em Sergipe, Mitidieri é um dos homens mais cordatos com quem já teve a oportunidade de lidar em âmbito profissional.
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Eu não duvido. Desconfio, no entanto, que o bom trato é um privilégio reservado a seus colaboradores mais caros. Na relação com servidores, a imprensa e a população, Fabio Mitidieri tem se mostrado truculento e autoritário. O recado enviado à prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, é exemplar de seu comportamento. Mitidieri tem poder e dinheiro de sobra. Ai de quem ousar contrariá-lo.


