Rian Santos
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Percebo no colunismo local a lamentável intenção de aplicar generosa camada de verniz sobre a atuação política do senador Laércio Oliveira.
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Nas matérias enviadas por sua competente assessoria aos portais amigos, ele se apresenta como um incansável defensor do setor produtivo em Sergipe. Uma outra faceta do senador, entretanto, precisa ser mais divulgada entre os eleitores: o todo poderoso do Sistema S no estado emprega a sua voz e seus votos em favor do golpismo continuado no primeiro escalão da República.
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Talvez seja ingenuidade supor que os eleitores de Laércio se incomodem com a sua adesão ao bolsonarismo. Quando o Messias de Araque passeou em carro aberto, cá por nossas praias, Laércio agarrou a cintura de Bolsonaro sem medo do ridículo. A assinatura em recente pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, é coerente, portanto, com o conjunto da obra.
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A História do Brasil passa por temerário ponto de inflexão. O comportamento adotado agora por uns e outros tem o condão de reverberar por muito tempo e moldar o futuro. Laércio Oliveira, por exemplo, poderia levantar da cadeira em defesa da Democracia, mas optou por fazer coro à ladainha vitimista do clã Bolsonaro. Soldado raso, sem a verve inflamada de um Malafaia, o senador sergipano se faz voluntário discreto nas fileiras escandalosas do golpe.
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A biografia dos homens públicos não pode ser poupada de suas inclinações, sob pena de falseamento. Laércio Oliveira – o homem das indústrias, empresas e empregos -, é também aquele a quem coube subscrever um pedido de impeachment contra Moraes. Justo agora. E há de ser cobrado por isso.


