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Trabalho pesado


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Publicado em 04 de abril de 2024
Por Jornal Do Dia Se


O Ministério da Saúde informou que a maior parte das 27 unidades da federação deixou o pico da epidemia de dengue, doença que já atingiu mais de 2,6 milhões de pessoas no Brasil em 2024, para trás. No nordeste, entretanto, o mal perdura.
Sete estados apresentam tendência de queda nos casos, além do Distrito Federal, que concentra a maior incidência no país, com 235 contágios por cada 100 mil habitantes, e contabiliza mais de 120 mil infectados neste ano. Outros 12 estados têm tendência de estabilidade. Porém, sete estados ainda apresentam uma curva ascendente – seis no Nordeste.
Para superar qualquer risco é preciso insistir num esforço cotidiano, responsabilidade do poder público e também da população. Campanhas de conscientização regulares, incluindo todos os meios de comunicação e também os espaços públicos, desde as praças até as escolas, além de mutirões, coletas de pneus, limpeza de terrenos baldios, precisam se materializar em um trabalho continuado. De outro modo, todo o esforço realizado a fim de banir o aedes desce pelo ralo.
O Brasil bateu recorde de mortes por dengue, ano passado. Este ano, pelo andor da carruagem, um novo recorde ainda pode ser alcançado. O entusiasmo do governo federal com a chagada do primeiro lote de vacinas contra a doença, distribuído pelo SUS, aliás, não reverberou junto à população. 
Providências são necessárias. A vacina da dengue, já distribuída no Brasil, não vai resolver o problema. Segundo as autoridades sanitárias, a imunização exige a aplicação de duas doses, com intervalo de três meses. Para evitar uma epidemia será necessário, portanto, combater o mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus maldito, casa por casa. É preciso orientar todas as forças para o trabalho pesado.
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