Indústria sem chaminés, o Turismo é setor estratégico para o desenvolvimento econômico de regiões com atrativos naturais, como Sergipe. Apesar do enorme potencial local, entretanto, a atividade ainda não gera riqueza, transbordando em recursos para os empresários e cofres públicos, como esperado. De acordo com o empresário José Wilson dos Santos, do grupo VIDAM, falta visão e também a ambição necessária para fazer jorrar as fontes do dinheiro grande.
O empresário fez da renúncia à presidência da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Sergipe um gesto político. Através de uma Carta Aberta, em que explica as suas razões, ele botou o dedo na ferida sem, contudo, resvalar na grosseria própria de quem cultiva intenções ocultas.
Segundo o ainda presidente da ABIH-SE, o volume de visitantes que chegam a Sergipe não é nada desprezível, muito ao contrário. Estes, no entanto, não usufruem de serviços capazes de justificar o desprendimento de grandes somas. O turismo popular, como ele caracteriza o movimento na rede hoteleira local, não enche os cofres, nem os olhos grandes dos empresários do setor.
De fato, a experiência Sergipe, por assim dizer, deixa muito a desejar. A começar pela precariedade das estradas que servem o estado e a malha aeroviária, ainda insuficiente. Quem vence os obstáculos das circunstâncias para visitar Sergipe, no entanto, é recompensado por belezas naturais de encher os olhos. A prestação de serviços, no entanto, desde o tratamento dispensado aos clientes em bares e restaurantes, tem muito potencial para melhorar.


