Um grande negócio

Recente decisão da Justiça lançou luz sobre o destino dos resíduos sólidos produzidos em Sergipe. Trata-se justamente da suspensão e posterior retomada das atividades de dois aterros sanitários, razão de uma breve interrupção da coleta de lixo na capital sergipana.
O imbróglio deriva de uma interpretação dada pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), em relação a uma liminar que determinava a suspensão de diversos aterros, incluindo aqueles utilizados pela empresa Estre Ambiental, responsável pelo transporte e destinação final do lixo domiciliar coletado em Aracaju.
Segundo a empresa, as atividades do Centro de Gerenciamento de Resíduos, localizado em Rosario do Catete, e a Unidade de Transbordo, em Nossa Senhora do Socorro, nunca foram objeto da ação. Sendo assim, a Estre protocolou petição informando a ilegitimidade das suspensões e pedindo a imediata retomada de suas atividades, de modo a garantir a regularidade do serviço prestado. E foi atendida pela juíza da 18ª Vara Cível de Aracaju.
O problema da coleta de lixo, em si, foi contornado rapidamente. Mas a questão de fundo permanece inalterada. Apesar de todos os contratempos, não foi sem motivo que o Ministério Público moveu ação a fim de interditar os aterros. Em verdade, a depender da boa vontade dos gestores municipais, os lixões jamais seriam extintos. Isso porque dar um destino adequado ao absurdo de resíduos produzidos nas grandes cidades exige recursos e um planejamento complexo – como todo grande negócio.

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