Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Pelo retrovisor, vejo o Festival de Artes de São Cristóvão virar memória na distância ainda breve de mais uma edição coroada pelo aplauso eufórico do público numeroso – o êxtase alegre de uma verdadeira multidão. E me alegro também.
Ao contrário de mim, movido por interesse estritamente pessoal, Fabiano Oliveira segue de olhos voltados para o Pré Caju. A julgar pelo perfil do empresário nas redes sociais não há outra festa digna de menção nos quatro cantos de Sergipe.
Fabiano tem todo o direito a chamar atenção para os trios elétricos e pracatuns da Bahia, enaltecendo a indústria que lhe rendeu prestígio e dinheiro. Errado está o governador Fabio Mitidieri, quem o colocou à frente da Empresa Sergipana de Turismo.
Fabiano não move uma palha para promover o chamado destino Sergipe e fortalecer a cadeia produtiva do turismo local, função presumível da Emsetur. Todo o seu esforço é dedicado à defesa e promoção do Pré Caju.
Pela primeira vez, desde o início da gestão Fabio Mitidieri, o governo de Sergipe se dignou a colaborar com a realização do Fasc. Coincidência ou não, a empresa Augustos Produções emplacou a participação do baiano Saulo Fernandes na festa, à revelia do perfil consagrado em 40 edições de Festival. E foi só tal participação, mais do mesmo de sempre, que mereceu alguma menção por parte de Fabiano Oliveira.
Freud explica! Uma festa popular de verdade, capaz de atrair gente de todas as regiões do Brasil, o Fasc coloca em perspectiva todas as virtudes alegadas pelos promotores do Pré Caju, a fim de captar rios de dinheiro público e capturar as políticas públicas voltadas para o turismo local. Em certa medida, o Fasc coloca o Pré Caju de Fabiano Oliveira em cheque.

