As oportunidades para os trabalhadores na rua da amargura já são realidade estatística. A taxa de desocupação no Brasil, que mantinha relativa estabilidade em torno de 8,5%, voltou a recuar com mais força no último bimestre, atingindo em abril o patamar de 8% na série dessazonalizada, menor nível em oito anos.
Os dados foram calculados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a partir da série trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A melhora de algumas variáveis ligadas aos rendimentos, subocupação e desalento confirmam esse cenário mais otimista para o mercado de trabalho.
Trata-se aqui de excelente notícia, em contraste com as manchetes dos últimos anos. A geração de empregos foi o grande óbice da gestão Belivaldo Chagas. A massa de trabalhadores desempregados em Sergipe é imensa, uma das maiores do País. É para esse mundo de gente que tem de olhar o herdeiro de herança tão indesejada, o sucessor de Belivaldo, Fabio Mitidieri.
A situação dos trabalhadores sergipanos já foi pior, é verdade. Nem por isso, contudo chega perto de confortável. Para milhões de pais e mães de famílias de mãos estendidas na rua da amargura, o mercado de trabalho é representado pela imagem de uma porta fechada. Oportunidades precisam ser criadas. O cenário nacional assume ar de incentivo.


