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UMA TABELA ESPECIAL


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Publicado em 14 de maio de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* José Fernandes de Lima

A tabela é uma forma de organizar informações em um arranjo composto de linhas e colunas para exibir dados de maneira clara e acessível. As tabelas são ferramentas fundamentais para a organização, armazenamento e manipulação de dados em muitos campos profissionais. Elas são amplamente utilizadas em diversas áreas como bancos de dados, planilhas eletrônicas e até mesmo em textos para apresentar dados estatísticos e resultados de experimentos.
Durante a nossa vida escolar, fomos apresentados a vários tipos de tabelas nas diferentes disciplinas que estudamos, embora já tenhamos esquecido quase todas.
Daquele período, a imagem de tabela que mais resiste na nossa memória é a tabela periódica. Ela continua sendo encontrada nas paredes dos laboratórios de ciência das escolas e usada pelos professores de química para explicar as propriedades dos elementos químicos.
A tabela periódica que estamos acostumados a ver foi organizada pelo químico russo Dimitri Mendeleev, em 1869. Ele estava interessado em fazer uma classificação dos elementos químicos conhecidos de acordo com as suas propriedades, tarefa essa que vinha sendo perseguida pelos químicos da época, sem sucesso. Quando ele listou os elementos químicos conhecidos por ordem crescente de seus pesos atômicos, verificou que determinadas propriedades se repetiam periodicamente. Por isso ele chamou aquela organização de tabela periódica.
A tabela de Mendeleev revelou-se um grande instrumento para o desenvolvimento da química. Na época do trabalho de Mendeleev, eram conhecidos apenas 63 elementos químicos. Atualmente, a tabela mostra 118 elementos (encontrados na natureza ou produzidos artificialmente).
A razão pela qual era tão difícil identificar elementos no mundo antigo era que bem poucos elementos ocorrem em seu estado puro, algo que os cientistas da época não sabiam.
Quase tudo que encontramos na natureza é composto, por isso, embora algo como sal de cozinha possa parecer puro, é um engano. O sal de cozinha é na realidade um composto de sódio e cloro – os verdadeiros elementos.
A grande sacada de Mendeleev foi perceber que a tabela estava incompleta e que havia espaços a ser preenchidos por elementos ainda não descobertos.
A descoberta de elementos que se encaixavam exatamente nos lugares vazios da tabela fez com que a tabela periódica de Mendeleev se tornasse um instrumento de grande importância para o desenvolvimento da química. A finalidade da tabela periódica é facilitar a classificação, a organização e o agrupamento dos elementos conforme suas propriedades físico-químicas.
Todos os 118 elementos estão distribuídos ao longo de 18 grupos (colunas) e 7 períodos (linhas). Os últimos elementos incorporados à tabela periódica foram o Nihonio (Nh), e Moscóvio (Mc), o Tennessine (Ts) e o Oganesson (Og), cujos números atômicos são respectivamente 113, 115, 117 e 118.
O estudo da tabela periódica nos trouxe uma descoberta fantástica: mostrou que são poucos os elementos químicos da natureza e, no entanto, eles formam um número infinito de combinações.
Na Terra, os elementos mais abundantes são oxigênio, silício, alumínio e ferro. Nas estrelas, inclusive no Sol, prevalecem o Hidrogênio e o Hélio. O Ástato – número atômico 85 – é considerado o elemento mais raro da superfície da Terra. A quantidade total não passa de alguns gramas.
O corpo humano é um exemplo digno de nota. 65% do peso do corpo humano é devido aos átomos de Oxigênio, elemento químico essencial na composição da água que constitui a maior parte do nosso corpo. 10% são devidos aos átomos de Hidrogênio e 18% aos átomos de Carbono, 3% são devidos ao Nitrogênio e 1,5% ao Calcio. O Oxigênio está presente na água, o Carbono está presente nas células de gordura, carboidratos e proteínas. Outros elementos como Fósforo, Enxofre, Sódio, Ferro e Magnésio também desempenham papeis importantes, mas ocorrem em quantidades menores.
O estudo da tabela periódica nos ajuda a entender que substâncias químicas não são apenas os líquidos borbulhantes que você vê em tubos de ensaio, elas são também os próprios tubos.
Pode parecer estranho, mas o amigo leitor também é uma substância química.

* José Fernandes de Lima, Físico e Professor

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