Vacina, sim!

O Brasil tem registrado queda de coberturas vacinais desde 2015.

O Brasil celebrou ontem, 09 de junho, o Dia Nacional da Imunização. Em outro contexto, esta seria uma data como outra qualquer, uma dessas efemérides sem ressonância na vida concreta da população. De uns anos pra cá, contudo, as vacinas foram alvo de uma verdadeira campanha de desinformação. Convém, portanto, sublinhar a verdade, a bem da preservação da vida, sob qualquer pretexto.
O Brasil tem registrado queda de coberturas vacinais desde 2015 – uma triste tendência mundial, influenciada pelos arroubos extremistas dos reacionários e negacionistas.
Aqui, em particular, a ausência de cobertura vacinal traduz perfeitamente o desamparo das políticas públicas de saúde no Brasil dos últimos anos. A maior parte do trabalho já tinha sido realizado em governos passados, responsável pela erradicação do vírus do sarampo e da poliomielite, por exemplo. Mas as autoridades sanitárias dormiram no ponto e a população passou a ver o Zé Gotinha pelas costas, movidas por receio infundado. Agora, os gestores precisam correr atrás do prejuízo.
A insuficiência de campanhas capazes de informar a população sobre a importância da imunização trouxe velhos fantasmas de volta à ativa. Sarampo, pólio, difteria, tétano e até febre amarela. Embora os livros de história lembrem o esforço de Oswaldo Cruz, médico sanitarista responsável pela erradicação de endemias, ainda no século XIX, basta um descuido para colocar tudo a perder.

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