CORRUPÇÃO NÃO É O QUE A MÍDIA DIZ, É O QUE SE COMPROVA

Rômulo Rodrigues

Poucos dias após a suposta facada que mudou o rumo de uma eleição presidencial, policiais de São Paulo foram descobertos com malas contendo R$ 1,5 milhão, trocaram tiros com policiais mineiros, onde deixaram um morto e fugiram. Ali teve corrupção e crime que a mídia não disse e nem investigou.
A suposta facada dada por Adélio Bispo em Jair Bolsonaro foi em 6 de setembro de 2018 e a ação dos policiais militares paulistas, em Juiz de Fora, foi na semana seguinte.
A prisão de Lula, a falsa facada, a liberação de Fake News do Juiz Sergio Moro contra Fernando Haddad garantiram a vitória do fascista Jair Bolsonaro no primeiro e no segundo turno da eleição presidencial. Isso se chama corrupção eleitoral.
Até então, quem era Jair Messias Bolsonaro? Ele era um tenente do exército que praticou atos de terrorismo dentro da corporação e para não ser expulso foi reformado como capitão e induzido a representar o pensamento militar fascista pela via de uma carreira política, com apoio da caserna, e não deixar que viesse à tona a verdade sobre tortura, corrupção e assassinatos praticados por seus antigos colegas de fardas.
Começou a carreira política como vereador na cidade do Rio de Janeiro e pulando logo para deputado federal por sete mandatos seguidos e, sem que a mídia patronal corporativa investigasse suas vinculações com milícias e o crime organizado, por vias totalmente fraudulentas chegou à presidência da República.
Em sua pré-campanha fazia questão de dizer a plenos pulmões que em sua arma militar o treinamento era para matar e que na trajetória política se especializou em sonegar o que pudesse.
Nos mandatos de deputado federal nunca escondeu que usava o apartamento funcional e as verbas de gabinete para “comer gente” e era tratado pela mídia que sabia do projeto fascista, não como um perigo iminente, mas, como um parlamentar exótico e folclórico, enquanto criava musculatura para fazer explodir o ódio que a elite do atraso tanto esperava.
Terça feira, dia 14, fez 5 anos que um vizinho de Jair Bolsonaro, ainda deputado federal ligado às milícias, matou a vereadora do Psol da cidade do Rio de Janeiro Marielle Franco e seu assessor Anderson, que denunciava as milícias e era a principal concorrente à vaga no Senado Federal, também disputada por Flavio Bolsonaro que, com sua morte, ficou com a vaga de senador.
O capitão PM Adriano Nóbrega principal suspeito de ter envolvimento no crime foi morto como queima de arquivo, no interior da Bahia, e o senador Flavio Bolsonaro homenageou todos os envolvidos na dupla execução.
No momento, explodem os casos de corrupção de supostos presentes de joias muito valiosas em forma de contrabando por excesso de autoridade. Os principais contraventores são: O então presidente da República e sua primeira dama, um ministro de Estado que a mídia aliada esconde ser, também, um almirante de esquadra, um tenente coronel do exército, um primeiro sargento da marinha cujas patentes militares também são escondidas como se fossem sagradas.
Para encobrir o mar de lama que envolve a família corrompida e corruptora, a mídia encobre que com o dinheiro das joias em evidência, daria para comprar 7 Triplex que Lula nunca comprou e reformar 16 vezes o sitio de Atibaia do filho de Jacó Bitar, afilhado de batismo do casal Lula e Marisa Letícia.
Agora, meio envergonhada, a Folha de S. Paulo noticia em canto de página que o Triplex foi leiloado por R$ 2,2 milhões e a reforma do sítio custou R$ 1,02 milhão.

Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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