Um funcionário terceirizado da Escola Municipal de Educação Infantil Dom Avelar Brandão Vilela, no Bairro Olaria, em Aracaju, morreu após ser baleado na calçada da unidade, quando chegava para trabalhar. Foi alvejado por dois tiros. Um perfurou o seu tórax, outro estourou a cabeça do jovem, na flor de seus vinte e cinco anos.
A polícia fará tudo o possível para elucidar o crime, naturalmente. Mas o episódio onde o episódio se deu depõe contra as autoridades da segurança pública em Sergipe. A unidade em questão atende 550 crianças entre um e cinco anos de idade.
Vira e mexe, o noticiário local reporta a ousadia crescente da bandidagem no estado, episódios cada vez mais absurdos. A ousadia dos marginais cresce na exata medida e proporção da paralisia que acomete o Estado. Sem razão para temer qualquer espécie de represália, os criminosos investem contra escolas, hospitais e até contra as igrejas. Já passou da hora de se chamar o feito à ordem.
O governador Fabio Mitidieri precisa assumir as rédeas da segurança em Sergipe, sob pena de lançar por terra toda a gestão estadual. Poucos setores da administração pública são tão sensíveis no cotidiano da população como a Segurança.
Deriva da liberdade de ir e vir, sem temer o crime, a sensação de bem estar indispensável à qualidade de vida. Enquanto bandidos se sentirem à vontade para descarregar suas armas na porta das escolas, ninguém estará realmente seguro fora de casa.

