Prato do povo

A situação dos mais pobres é desesperadora em todo o Brasil.

Fome e endividamento. Eis aqui, em poucas palavras, um retrato fiel do quadro econômico e social sergipano. Segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar, o estado é campeão nas duas frentes.
A situação dos mais pobres é desesperadora em todo o Brasil. Segundo levantamento da rede PENSSAN divulgado há alguns meses, 30% das famílias brasileiras, 3 em cada 10 núcleos familiares, enfrentam algum nível de falta de alimentos e passam fome.
Em termos proporcionais, a restrição no acesso à alimentação é maior no Norte e Nordeste do país. Alagoas é o estado em que essa situação é mais frequente, atingindo 36,7% das famílias pesquisadas. Em segundo lugar, vem o Piauí, com 34,3%, seguido pelo Amapá, com 32% dos domicílios nessa situação. Na sequência, estão Pará e Sergipe, ambos com 30% da população atingida.
No ranking da fome, Sergipe se destaca entre os primeiros colocados. A letargia econômica, sublinhada por levantamentos diversos, a exemplo da retração do consumo no comércio varejista, constatada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, entretanto, pode ser constatada a olho nu. A população sujeita à mendicância cresce em ritmo inversamente proporcional à criação de empregos.
A situação exige providências. O programa Prato do Povo, lançado ontem pelo governo de Sergipe, vai oferecer comida para sergipanos famintos em 18 municípios, num primeiro momento. E ainda alia o gesto ao fortalecimento da agricultura familiar e do empreendedorismo local.

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