Em algum ponto da história recente, movidos por uma verdadeira campanha de desinformação, os brasileiros passaram a negligenciar e até se opor às campanhas de imunização promovidas pelo poder público. Na prática, uma parcela enorme de brasileiros se voltou contra as vacinas.
O negacionismo científico, aliás, é um dos efeitos perversos mais deletérios da pandemia de covid-19. E ainda reverbera.
De um total de 1,2 milhão de doses distribuídas pelo governo federal para 521 municípios, apenas 250 mil vacinas contra a dengue foram aplicadas até o momento.
Os dados foram apresentados pelo diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Eder Gatti.
O diretor lembrou que, num primeiro momento, a pasta distribuiu doses para crianças de 10 e 11 anos. Diante da baixa procura pela imunização e de doses com a data de validade próxima ao vencimento, o ministério optou por ampliar a faixa etária a receber a vacina neste momento, passando a chamar também adolescentes de 12 a 14 anos.
Vacina só faz bem. Trata-se aqui de uma conquista civilizatória. Infelizmente, a insuficiência de campanhas públicas capazes de informar a população sobre a importância da imunização permitiu o avanço das fake news, obriga o poder público a correr atrás do prejuízo e estancar o retrocesso.


