Sexta, 21 De Junho De 2024
       
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A importância das Estatísticas do Trabalho


Publicado em 18 de maio de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Saumíneo Nascimento
saumineon@gmail.com

Conhecer as estatísticas mundiais do trabalho é essencial nos esforços que devem ser realizados para alcançar um trabalho digno para todos.
Estas estatísticas poderão auxiliar no desenvolvimento de políticas que promovam o progresso do trabalho. São também ferramentas de informação e análise, ajudando a aumentar a compreensão de problemas comuns, a explicar ações e a mobilizar interesses no mundo do trabalho.
De acordo com as informações mais recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 60,8% é a taxa de participação mundial na força de trabalho; 5,1% e a taxa de desemprego ao redor do mundo; e 6,4% a pobreza laboral no mundo.
Atualmente verifica-se que estamos com mudanças no conceito de população em idade ativa nas estatísticas do trabalho. Referidas alterações na dimensão da população em idade ativa podem ter um impacto significativo no mercado de trabalho e na economia, o que sinaliza a OIT.
Convém relembrar que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) se dedica à promoção da justiça social e dos direitos humanos e laborais internacionalmente reconhecidos, prosseguindo a sua missão fundadora de que a justiça social é essencial para a paz universal e duradoura.
Segundo a entidade internacional que trata deste tema, uma crescente população em idade ativa oferece oportunidades de crescimento econômico, ao mesmo tempo que cria desafios à criação de emprego e à integração de novos participantes no mercado de trabalho. Por outro lado, uma diminuição da população em idade ativa pode criar desafios ao crescimento econômico, à competitividade e à dependência da população na sustentação de uma sociedade com uma população idosa em constante crescimento.
O maior desafio mundial é que nem todos os que fazem parte da população em idade ativa estão efetivamente envolvidos no mercado de trabalho. Algumas pessoas têm emprego, outras procuram emprego, outras já estão desencorajadas e envolvidas apenas com outras atividades ou mesmo não possuem nenhum interesse no mercado de trabalho.
Daí que as estatísticas são necessárias para nos permitir compreender como as pessoas se relacionam com o mercado de trabalho e como este muda ao longo do tempo. A minha percepção no relacionamento que tenho no Brasil com o setor empresarial que demanda constantemente força de trabalho é que precisamos criar mais fatores motivacionais para um maior engajamento da nossa força de trabalho. Registre-se que conforme definido nas normas internacionais, a força de trabalho abrange as pessoas em idade ativa que estão envolvidas no mercado de trabalho. É a soma das pessoas empregadas e desempregadas.
Os principais indicadores para monitorizar a população em idade ativa e a força de trabalho incluem o rácio emprego/população, a taxa de participação da força de trabalho, bem como os rácios de dependência etária. Estes são indicadores-chave essenciais do mercado de trabalho que precisam de ser complementados com indicadores adicionais, tais como medidas de subutilização do trabalho para monitorização e para informar as políticas.
Ainda no campo das estatísticas do trabalho no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o tema trabalho é divulgado e analisado mensalmente, com diversos dados e informações, destacando-se a informação de trabalho remunerado, que compreende as informações sobre força de trabalho e mercado de trabalho, abrangendo informações sobre população na força de trabalho, ocupação, desocupação, posição na ocupação, horas trabalhadas, etc. Também existem boas informações sobre outras formas de trabalho, que compreende as informações sobre trabalho para o próprio consumo, trabalho voluntário, afazeres domésticos e cuidados de pessoas moradores do próprio domicílio ou familiares residentes em outros domicílios.
Entre as novidades das estatísticas de trabalho no Brasil, destaco a iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério das Mulheres sobre o painel sobre a igualdade salarial entre homens e mulheres. Já é possível acessar de forma preliminar dados deste início do ano de 2022 e que são reveladores. De acordo com o referido painel, no estado de Sergipe, por exemplo, o percentual de empresas com ações para as mulheres neste quesito é de 40,3%; mas de forma positiva se tem que o Estado de Sergipe possui a 2ª menor diferença do país entre remuneração de homens e de mulheres. Ainda sobre o estado de Sergipe, o painel transparência salarial aponta que a remuneração média das mulheres em Sergipe é de R$ 2.836,12 e a média da remuneração dos homens em Sergipe é de R$ 3.053,14. Em Sergipe as mulheres negras possuem uma média salarial superior à das mulheres brancas, para as mulheres negras a média salarial é de R$ 2.896,69, já para as mulheres não negras, a média salarial é de R$ 2.676,31.
As estatísticas do trabalho podem direcionar importantes políticas de melhoria, direcionamento e ampliação do mercado de trabalho no mundo.

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