**PUBLICIDADE


Analfabetismo persiste


Publicado em 18 de maio de 2024
Por Jornal Do Dia Se


O analfabetismo é uma realidade persistente no Brasil. Em Sergipe, como de resto em todo o nordeste, ler e escrever é privilégio vedado a boa parte da população.
Sergipe (13,8%) é o terceiro estado do Nordeste com menor taxa de analfabetismo, perdendo apenas para a Bahia (12,6%) e Pernambuco (13,4%). Em nível de Brasil, contudo, o estado aparece na 21ª posição quando a avaliação é feita com pessoas de 15 anos ou mais. 
Os dados estão no ‘Censo Demográfico 2022 – Alfabetização: Resultados do universo’, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo também revela que Itabaiana (16,0%) e Lagarto (18,4%) aparecem com as maiores taxas de analfabetismo entre cinco municípios brasileiros com mais de 50 mil e ate 100 mil habitantes.
O percentual de alfabetização da Região Nordeste, aliás, permaneceu o mais baixo do país, embora tenha apresentado aumento – de 80,9% em 2010 para 85,8% em 2022. No Brasil, das 163 milhões de pessoas com idade igual ou superior a 15 anos, 151,5 milhões sabem ler e escrever ao menos um bilhete simples e 11,4 milhões não têm essa habilidade mínima. 
Para além do analfabetismo propriamente dito, há que se considerar também o analfabetismo funcional. Levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já demonstrou que mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram nível insuficiente de leitura e em matemática. Em bom português, os dados afirmam o brasileiro médio é incapaz de interpretar um texto e conferir o troco do pão.
 Assim, vamos muito mal. Sergipe, o nordeste do país e, por consequência, o Brasil inteiro.
**PUBLICIDADE



Capa do dia
Capa do dia



**PUBLICIDADE


**PUBLICIDADE