BERNARDINO JOSÉ DE SOUZA: VIDA E OBRA

 

* Gildeci de Oliveira Leite
"Um pouco da trajetória do baiano/sergipano, infelizmente silenciado entre os sergipanos". Assim endereça-me o livro em homenagem ao intelectual Bernardino José de Souza, o também respeitado pesquisador Gilfrancisco. Em cuidadosa impressão da Editora Diário Oficial do Estado de Sergipe (EDISE), o livro "Bernardino José de Souza: vida e obra", 520 páginas, foi organizado, escrito por Gilfrancisco. A obra traz informações imprescindíveis para a compreensão de aspectos do ensino da geografia, da história, da política brasileira, de nossas letras, nosso folclore.
O professor de direito internacional, geografia e história, que no próximo 08 de fevereiro completaria 136 anos, nasceu no Engenho Marta, a antiga Vila Cristina, hoje cidade de Cristinápolis, portanto nos limites geográficos com o território baiano. Talvez, a proximidade territorial, também, tenha garantido ao diretor da Faculdade de Direito da Bahia (1929-1934), a alcunha de "baiano/sergipano" ou quem sabe de "sergipano/baiano". Mas, a leitura da obra aqui comentada esclarece que, se o confrade do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia nasceu nas irmanadas terras sergipanas, estreou, consolidou-se para o mundo da docência, produção científica e para a política na Bahia, a partir da Bahia.
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), nomeado em 27 de outubro de 1937, instituição que presidiu entre os anos de 1946 e 1947, e membro fundador da Academia de Letra da Bahia, além de lecionar na Faculdade de Direito na Bahia, deu sua contribuição no ensino básico baiano. No Ginásio da Bahia (atual Colégio Central da Bahia) dedicou-se ao ensino de geografia. Já na Escola Professor Carneiro Ribeiro era o titular de História Universal e do Brasil. Entre suas produções acadêmicas, elogiadas por Teodoro Sampaio, Anísio Teixeira e Guimarães Rosa, por exemplo, vale lembrar de artigos relacionados ao ensino da geografia e de trabalho apresentado à Comissão Nacional do Folclore. "O ciclo do carro de bois no Brasil", lido em 1948 na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), mostrou o conhecimento, o compromisso do intelectual com questões pertinentes ao sertão brasileiro. O numeroso auditório da ABI na capital federal da época ficou encantado.
Com respeitadas e bem escritas apresentações de Aroldo Cedraz de Oliveira, Ministro do TCU; de Ulices de Andrade Filho, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE); de Luiz Augusto Carvalho Ribeiro, atual presidente do TCE-SE e de Gildásio Penedo Filho, presidente do TCE-BA, o livro compõe o conjunto de publicações em homenagem ao cinquentenário do TCE-SE. Para ter acesso à obra, basta entrar em contato com a Diretoria de Imprensa do TCE-SE. Boa leitura!
* Gildeci de Oliveira Leite, escritor, sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, professor da UNEB

* Gildeci de Oliveira Leite

"Um pouco da trajetória do baiano/sergipano, infelizmente silenciado entre os sergipanos". Assim endereça-me o livro em homenagem ao intelectual Bernardino José de Souza, o também respeitado pesquisador Gilfrancisco. Em cuidadosa impressão da Editora Diário Oficial do Estado de Sergipe (EDISE), o livro "Bernardino José de Souza: vida e obra", 520 páginas, foi organizado, escrito por Gilfrancisco. A obra traz informações imprescindíveis para a compreensão de aspectos do ensino da geografia, da história, da política brasileira, de nossas letras, nosso folclore.
O professor de direito internacional, geografia e história, que no próximo 08 de fevereiro completaria 136 anos, nasceu no Engenho Marta, a antiga Vila Cristina, hoje cidade de Cristinápolis, portanto nos limites geográficos com o território baiano. Talvez, a proximidade territorial, também, tenha garantido ao diretor da Faculdade de Direito da Bahia (1929-1934), a alcunha de "baiano/sergipano" ou quem sabe de "sergipano/baiano". Mas, a leitura da obra aqui comentada esclarece que, se o confrade do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia nasceu nas irmanadas terras sergipanas, estreou, consolidou-se para o mundo da docência, produção científica e para a política na Bahia, a partir da Bahia.
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), nomeado em 27 de outubro de 1937, instituição que presidiu entre os anos de 1946 e 1947, e membro fundador da Academia de Letra da Bahia, além de lecionar na Faculdade de Direito na Bahia, deu sua contribuição no ensino básico baiano. No Ginásio da Bahia (atual Colégio Central da Bahia) dedicou-se ao ensino de geografia. Já na Escola Professor Carneiro Ribeiro era o titular de História Universal e do Brasil. Entre suas produções acadêmicas, elogiadas por Teodoro Sampaio, Anísio Teixeira e Guimarães Rosa, por exemplo, vale lembrar de artigos relacionados ao ensino da geografia e de trabalho apresentado à Comissão Nacional do Folclore. "O ciclo do carro de bois no Brasil", lido em 1948 na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), mostrou o conhecimento, o compromisso do intelectual com questões pertinentes ao sertão brasileiro. O numeroso auditório da ABI na capital federal da época ficou encantado.
Com respeitadas e bem escritas apresentações de Aroldo Cedraz de Oliveira, Ministro do TCU; de Ulices de Andrade Filho, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE); de Luiz Augusto Carvalho Ribeiro, atual presidente do TCE-SE e de Gildásio Penedo Filho, presidente do TCE-BA, o livro compõe o conjunto de publicações em homenagem ao cinquentenário do TCE-SE. Para ter acesso à obra, basta entrar em contato com a Diretoria de Imprensa do TCE-SE. Boa leitura!

* Gildeci de Oliveira Leite, escritor, sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, professor da UNEB

 

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