**PUBLICIDADE


Colapso previsto


Publicado em 23 de maio de 2024
Por Jornal Do Dia Se


A ausência de estrutura para atender os casos de urgência pediátrica é um problema crônico da saúde em Sergipe. Gestores das esferas públicas e privada lidam com a situação há anos, sem jamais se aproximar de uma solução. 
Agora mesmo, em função do aumento de pacientes com sintomas respiratórios graves, o Hospital da Criança está lotado, sem leitos de UTI disponíveis. Nas unidades de saúde mantidas pela Prefeitura de Aracaju, a situação é idêntica.
É assim há muitos anos, mais de uma década. Em 2012, por exemplo, o Hospital e Maternidade Santa Isabel anunciou a suspensão no atendimento à população. Faltava dinheiro e condições mínimas para amparar os pequenos, situação que se repete ao longo dos anos. 
Vira e mexe, faltam vagas. Quando o número de casos relacionados a síndromes respiratórias tende a aumentar – consequência natural das chuvas de maio, junho e julho -, também se prevê que falte assistência adequada em todas as unidades de atendimento infantil. 
Isso significa que as urgências pediátricas têm uma capacidade de atendimento muito limitada. E precisam restringir o atendimento, selecionando os casos mais graves em meio à dor dos mais vulneráveis, surdas ao choro dos pequenos.
Eis as condições enfrentadas pelo Sistema Único de Saúde em Sergipe. Pior do que a pediatria, deficiente até mesmo na rede privada, só a situação dos pacientes oncológicos, em uma batalha de vida e morte contra a doença, sem recursos para bancar um tratamento sempre muito dispendioso. Sem os leitos prometidos, sem o Hospital do Câncer, os enfermos dependentes do SUS percorrem verdadeira via crucis em busca de assistência médica.
**PUBLICIDADE



Capa do dia
Capa do dia



**PUBLICIDADE


**PUBLICIDADE