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Curva perigosa


Publicado em 16 de setembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


O trânsito brasileiro mata tanto quanto qualquer conflito armado. Em Sergipe, por exemplo, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública, pelo menos uma centena de cidadãos perderam a vida nas vias públicas do estado.
Em Sergipe, o número de mortes no trânsito é comparável aos óbitos derivados de crimes violentos. Segundo o Monitor da Violência, Sergipe registrou 593 mortes violentas, ano passado. A CPTran, por sua vez, registrou 105 mortes violentas no trânsito no mesmo período.
Pior é constatar que, a despeito das condições muitas vezes insatisfatórias de estradas e rodovias, o principal responsável pelo grande número de óbitos verificados à beira da estrada é mesmo o condutor imprudente. Todo cuidado é pouco. A Polícia Rodoviária Federal recomenda o uso dos faróis ligados em rodovias durante o dia e a noite, a realização de revisão no veículo, o respeito à sinalização e aos limites de velocidade e o planejamento de viagens com antecedência.
Acidentes acontecem, mas o absurdo fez morada nas estradas e avenidas locais, mais certo do que as curvas sinalizadas e os animais que, volta e meia, invadem a pista. Excesso de velocidade, ultrapassagens irregulares e consumo de bebida alcoólica são tão perigosos quanto frequentes. Infelizmente, imprudência, irresponsabilidade e pressa não são os únicos personagens da história. As vítimas completam o elenco da crônica de uma tragédia anunciada.

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