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ELEIÇÃO MUNICIPAL DE ARACAJU. O QUE FOI E O QUE PRECISA SER


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Publicado em 14 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* Rômulo Rodrigues

Por causa da pandemia a eleição de 1º turno em Aracaju foi realizada em 15 de novembro de 2020, com Edvaldo Nogueira saindo na frente com 119.681 votos, seguido por Danielle Garcia com 55.973 votos.
No 2º turno Edvaldo pulou para 150.823 votos e Danielle obteve 109.864 votos de um total 260.687 votos válidos.
Na sequencia vieram Rodrigo Valadares do PTB com 28.590 votos, Marcio Macedo do PT com 25.070; Lucio Flavio do Avante com 12.448, Georlize do DEM com 10.458 votos e mais 5 candidaturas que obtiveram 10.414 votos completando a soma de 262.642 votos válidos num pleito de 11 candidaturas majoritárias.
No cenário para 2024 já estão ocupando casas no tabuleiro do xadrez da disputa Candisse Carvalho pelo PT, Luiz Roberto PDT, Yandra Moura UB, Danielle Garcia MDB, sem definição, Katarina Feitosa em especulação, Fabiano Oliveira PP e a federação partidária do PSDB/Cidadania que se quiserem disputar para valer tem que convencer a vereadora Emília Correia que para concorrer tem que ter partidos com bancadas na câmara dos deputados para ter suporte de fundo partidário e tempo de televisão e que discursos inflamados na câmara municipal, podem tirar mais votos do que agregar.
Embora seja o partido com maior bancada federal eleita em 2022, com maior quota de fundo eleitoral e tempo de televisão, o PL em Aracaju dá sinais de não ter nome para a disputa e de afugentar o eleitorado ao se agregar a outra agremiação, meio que acometido de doença da tontura, assim como o Republicano; isso, no momento.
De resto, tem o PSOL que pode abocanhar votos que ultrapassem a casa da dezena de milhares, ainda sem chances de um maior protagonismo, mas, com possibilidade de influir para a disputa em 2 turnos.
Pelo andar da carruagem com as sementes do crescimento vegetativo a estimativa eleitoral para o próximo pleito deve ficar entre 270 a275 mil votos válidos para prefeito, em 1º turno e, portanto, se Edvaldo Nogueira disputou a reeleição em 2020, apoiado por gregos e troianos, junto com os maquinistas das Marias Fumaças do município, com o próprio no comando, e a do estado e não chegou a ultrapassar a barreira dos 131.321 votos; não terá Santo Antônio com gancho, como se diz lá em Caicó, que faça alguém chegar entre 135 a 137,5 votos no dia 6 de outubro, por uma questão muito óbvia; voto não é PIX que se transfere pelo celular.
Todo o enredo da análise é uma tentativa de chegar a uma conclusão do que representa a ousadia do Partido dos Trabalhadores com a candidatura de Candisse Carvalho para prefeita de Aracaju.
Em 1985, mesmo perdendo para Jackson Barreto, PMDB, que obteve 85.964 votos; Marcelo Deda pelo PT, foi o segundo colocado com uma espetacular votação de 19.898 votos, deixando na poeira Gilton Garcia do PDS.
Na eleição seguinte Marcelo Déda sai na frente com ampla vantagem, mas na reta de chegada é ultrapassado por Wellington Paixão, PSB, apoiado por Jackson Barreto e Lauro Maia, candidato da direita, caindo de favorito para 3º lugar, só conseguido 10.521 votos.
Em 1992 após vários debates internos foi lançado o deputado estadual Ismael Silva como candidato do PT e novamente foi uma luta desigual contra Jackson Barreto que venceu por 102.802 a 23.032 votos.
Em 1996 novamente Ismael Silva foi para a disputa contra João Augusto Gama PMDB, candidato apoiado por Jackson Barreto que o venceu por 47.728 a 47.053 votos, levando a disputa para o 2º turno onde Gama saiu vencedor por 98.816 a 86.367 votos.
A partir daí veio a virada do século e entrou em erupção o vulcão Marcelo Deda e o PT se impôs na capital como trampolim para conquistar soberanamente o estado nas eleições de 2006 e 2010 com vitórias inquestionáveis nos primeiros turnos de votação.
Foi a partir das retumbantes vitórias na capital e depois em todo o estado que o PT encheu o peito e se sentiu tão soberano que resolveu inverter o que pregou São Francisco, deixando para trás o “É dando que se recebe, por, o é dando que se perde tudo”.
Só depois de 20 anos da arrancada esplendorosa do ano 2000 tentou ir buscar os recordes passados e derrapou na saída dos boxes.
O que poderia ser uma reafirmação do que disse João Guimarães Rosa: “O que a vida quer da gente é coragem”. Posto que a escolha do comando de equipe, não foi acertada.
O Partido dos Trabalhadores ensaia voltar à ribalta em 2024, com uma velha peça desbotada, cometendo o erro crasso de pensar que o povo tem obrigação de votar em uma candidatura majoritária, apenas por ser do partido de Lula, dando vazão a um perigoso egocentrismo. Tomara que estejam certos, mas, a voz rouca das ruas, pede cautela.

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político-

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