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Mãos à obra


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Publicado em 12 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


O Ministério da Saúde do governo Lula pretende dar verdadeiro proveito ao aparelho público em estados e municípios. Para tanto, precisa apenas que os gestores locais acenem com as melhores intenções em tempo hábil.
O prazo para adesão ao programa de retomada de obras na saúde termina na próxima sexta-feira (15). Dados do Ministério da Saúde apontam que 3,9 mil obras em todo o Brasil ainda estão disponíveis para reativação.
Entre os empreendimentos que podem ser retomados estão 4.207 unidades básicas de saúde (UBS), 833 academias da saúde, 198 unidades de pronto atendimento (UPA), 93 centros de atenção psicossocial (Caps) e 72 unidades de acolhimento, além de centros especializados em reabilitação (CER), oficinas ortopédicas e obras de ambiência. 
Há no Brasil milhares de obras paradas. Via de regra, empreiteiros sem escrúpulos se aproveitam das entrelinhas contratuais para empurrar obrigações com a barriga. Mais das vezes, depois de impor toda sorte de aditivos, lavam as mãos, abandonam máquinas e edifícios à ação do tempo. A ruína que custa tão caro aos cofres públicos materializa um projeto milionário.
Este não é um problema novo. De acordo com levantamento da Confederação Nacional das Indústrias, há menos de quatro anos havia pelo menos 2.796 obras paralisadas no Brasil. Alguém poderia relacionar o dado ao contexto de crise econômica. Mas convém lembrar que não há empreendimento mais caro do que a obra interrompida, que joga dinheiro pelo ralo sem gerar os benefícios sociais necessários.
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