PM golpista

A cúpula da Polícia Militar no Distrito Federal é golpista.
A acusação parte da Procuradoria Geral da República, amparada na negligência flagrante na baderna do 08 de janeiro.
Trata-se aqui de fato público e notório. Nos casos mais graves, os envolvidos são acusados de crimes como tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e dano a patrimônio tombado da União. A arraia miúda, por sua vez, foi enquadrada em ilícitos como incitação à animosidade contra os Poderes da República e associação criminosa.
Felizmente, o poder judiciário trata o caso com o devido rigor, ao contrário do comportamento adotado pela grande imprensa ao longo dos anos tenebrosos do bolsonarismo. De nada adiantou apelar para meias palavras, em favor de um imperativo de pacificação nacional. Chamar os atos golpistas deflagrados desde o resultado das eleições de antidemocráticos resvala em eufemismo. Trata-se de terrorismo doméstico, puro e simples. E assim eles têm sido tratados pelo STF, com o rigor da Lei.
Há fartas evidências de que a liderança da PM inseriu agentes de inteligência entre os golpistas acampados em frente aos quartéis com o propósito de coletar informações, e estava plenamente ciente da escala e seriedade dos eventos planejados para o dia 8 de janeiro. A documentação e as mensagens obtidas pela PGR contradizem a narrativa apresentada pelos integrantes da alta hierarquia da Polícia Militar do Distrito Federal, alegando que o sistema de inteligência local falhou ao não alertar a corporação sobre o perigo de invasão dos edifícios dos Três Poderes. Moral da história: a simpatia pelo golpismo, notável na falta de providências, saiu caro.

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