Prêmio Nobel de Economia de 2026

No dia 13 de outubro de 2025, a Real Academia Sueca de Ciências decidiu conceder o Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel 2025 a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt.
Registre-se que a Real Academia Sueca de Ciências, fundada em 1739, é uma organização independente cujo objetivo geral é promover as ciências e fortalecer sua influência na sociedade. A Academia assume responsabilidade especial pelas ciências naturais e pela matemática, mas se esforça para promover o intercâmbio de ideias entre diversas disciplinas.
Já a Fundação Nobel é a encarregada da missão de administrar a fortuna de Alfred Nobel, ele tem a responsabilidade final de cumprir as intenções do testamento de Nobel e conceder o Prêmio Nobel que foi criado quando o empresário e empreendedor Alfred Nobel faleceu e deixou a maior parte de sua fortuna para a criação de prêmios em física, química, fisiologia ou medicina, literatura e paz. Seu testamento estipulava que os prêmios deveriam ser concedidos “àqueles que, durante o ano anterior, tivessem conferido o maior benefício à humanidade”.?
Os primeiros Prêmios Nobel foram concedidos em 1901 e têm sido concedidos anualmente desde então. Houve anos em que os Prêmios Nobel não foram concedidos – principalmente durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
As categorias do Prêmio Nobel são física, química, fisiologia ou medicina, literatura e paz – estas foram definidas no testamento de Alfred Nobel. Em 1968, o Sveriges Riksbank (banco central da Suécia) instituiu o Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel.
A premiação para Joel Mokyr foi “por ter explicado o crescimento econômico impulsionado pela inovação”. Joel Mokyr , nascido em 1946 em Leiden, Holanda. Doutor em 1974 pela Universidade de Yale, New Haven, Connecticut, EUA. Professor na Universidade Northwestern, Evanston, Illinois, EUA, e na Escola de Economia Eitan Berglas, Universidade de Tel Aviv, Israel.
Já a premiação para Philippe Aghion foi “por ter identificado os pré-requisitos para um crescimento sustentado através do progresso tecnológico”. Philippe Aghion , nascido em 1956 em Paris, França. Doutorado em 1987 pela Universidade Harvard, Cambridge, MA, EUA. Professor no Collège de France e no INSEAD, Paris, França, e na London School of Economics and Political Science, Reino Unido.
A premiação para Peter Howitt foi por conta da “teoria do crescimento sustentado através da destruição criativa”. Peter Howitt , nascido em 1946 no Canadá. Doutorado em 1973 pela Northwestern University, Evanston, IL, EUA. Professor na Brown University, Providence, RI, EUA.
Para a Real Academia Sueca de Ciências, eles mostraram como as novas tecnologias podem impulsionar o crescimento sustentado.
Segundo a Fundação Nobel, nos últimos dois séculos, pela primeira vez na história, o mundo testemunhou um crescimento econômico sustentado. Isso tirou um grande número de pessoas da pobreza e lançou as bases da nossa prosperidade. Os laureados deste ano em ciências econômicas, Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, explicam como a inovação impulsiona o progresso.
A instituição entende que a tecnologia avança rapidamente e afeta a todos nós, com novos produtos e métodos de produção substituindo os antigos em um ciclo sem fim. Esta é a base para o crescimento econômico sustentado, que resulta em melhor padrão de vida, saúde e qualidade de vida para as pessoas em todo o mundo.
Mas a Fundação Nobel, argumenta que nem sempre foi assim. Muito pelo contrário – a estagnação foi a norma durante a maior parte da história da humanidade. Apesar de descobertas importantes esporádicas, que às vezes levaram a melhores condições de vida e aumento da renda, o crescimento sempre se estabilizou.
Joel Mokyr utilizou fontes históricas como um dos meios para descobrir as causas do crescimento sustentado se tornando o novo normal. Ele demonstrou que, para que as inovações se sucedam em um processo autogerado, não precisamos apenas saber que algo funciona, mas também ter explicações científicas para o porquê. Esta última frequentemente faltava antes da Revolução Industrial, o que dificultava a construção de novas descobertas e invenções. Ele também enfatizou a importância de a sociedade estar aberta a novas ideias e permitir a mudança.
Philippe Aghion e Peter Howitt também estudaram os mecanismos por trás do crescimento sustentado. Em um artigo de 1992, eles construíram um modelo matemático para o que é chamado de destruição criativa: quando um produto novo e melhor entra no mercado, as empresas que vendem os produtos mais antigos perdem. A inovação representa algo novo e, portanto, é criativa. No entanto, também é destrutiva, pois a empresa cuja tecnologia se torna obsoleta é superada pela concorrência.
De diferentes maneiras, os laureados mostram como a destruição criativa gera conflitos que devem ser gerenciados de forma construtiva. Caso contrário, a inovação será bloqueada por empresas estabelecidas e grupos de interesse que correm o risco de serem prejudicados. “O trabalho dos laureados demonstra que o crescimento econômico não pode ser considerado garantido. Devemos preservar os mecanismos que sustentam a destruição criativa, para que não voltemos à estagnação”, afirma John Hassler, presidente do Comitê do prêmio em ciências econômicas.
Que tenhamos inspiração nos ganhadores do Nobel de Economia de 2025 para mudarmos os patamares de desenvolvimento econômico do Brasil.
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