Separação litigiosa

 

O diretório nacional do PT define na pró-
xima sexta-feira (17) o calendário para 
fechar nomes e alianças para a eleição de 2020. A intenção de lançar o maior número de candidatos não afronta eventuais aliados, afirma a presidente, Gleisi Hoffman (PR).
Segundo a deputada, com o fim das coligações proporcionais para a formação dos legislativos locais, todas as siglas terão que se lançar à disputa, e os apoios vão mirar os segundos turnos – caso de capitais e grandes cidades, principal alvo do PT.
Esse foi um dos principais argumentos do PT de Aracaju para decidir pelo rompimento com o prefeito Edvaldo Nogueira (sem partido) e a apresentação da candidatura do ex-deputado Márcio Macêdo. Só que em Aracaju, a separação após 20 anos parece ser definitiva, com dificuldades para recomposições num eventual segundo turno.
Márcio concedeu sucessivas entrevistas criticando a gestão de Edvaldo e a forma como o PT era tratado pelo prefeito. O PCdoB, partido ao qual Edvaldo era filiado até a semana passada, há 39 anos, reagiu imediatamente e decidiu pela volta do vereador Antonio Bittencourt para a Câmara Municipal, provocando o afastamento do petista Camilo Feitosa. O PT também entregou o comando do Funcaju e outros cargos de destaque que ocupavam na administração.
Mesmo sem ter feito até agora qualquer declaração sobre a saída do PT da coligação, Edvaldo parece ter sentido e golpe e suspendeu qualquer aceno que vinha fazendo para tentar preservar a aliança. Até a véspera da reunião do PT, na quinta-feira da semana passada, Edvaldo estava se reunindo com o presidente estadual do partido, deputado federal João Daniel, a quem chegou a solicitar um encontro com a cúpula petista antes de uma decisão, o que hoje parece não fazer mais sentido.
Toda a direção do PT, incluindo o senador Rogério Carvalho, a vice-governadora Eliane Aquino e a ex-deputada Ana Lúcia foram favoráveis a proposta e aprovaram o nome de Márcio Macêdo. O bloco Articulação de Esquerda, liderado por sindicalistas, defendem o rompimento também com o governo Belivaldo Chagas, o que não é aprovado pela maioria, e o deputado estadual Francisco Gualberto, hoje bem distante da cúpula petista, defende a manutenção da aliança com Edvaldo.
No final de dezembro, durante a votação da proposta do governo Belivaldo para a reforma previdência, os dois deputados do PT se dividiram. Enquanto Iran Barbosa, ligado a Ana Lúcia e ex-presidente do Sintese, votou contrário a todas as iniciativas, Gualberto votou a favor e explicou que a reforma estadual era apenas uma adaptação da reforma da previdência de Bolsonaro e obrigatória por lei. O PT não se posicionou oficialmente, ao contrário do que ocorreu a nível nacional.
Uma das críticas mais contundentes do PT, é em relação a aproximação do prefeito Edvaldo Nogueira com políticos considerados conservadores, a exemplo do deputado federal Laércio Oliveira (PP) e o ex-deputado André Moura (PSC), que conseguiu a liberação de muitos para obras em Aracaju na época em que era líder do governo Temer no Congresso Nacional. No momento, o PP possui postos na administração municipal e o PSC já manifestou interesse em participar da coligação eleitoral de Edvaldo Nogueira. O PT também gostaria que o prefeito confrontasse o governo Bolsonaro, o que ele evita porque tem muitos projetos em andamento na PMA com recursos federais.
Correligionários de Edvaldo lembram que esses aliados conservadores integraram a coligação que garantiu a reeleição do governador Marcelo Déda, em 2010, reforçada ainda pelos irmãos Amorim, que passaram a controlar a Assembleia Legislativa e tinham espaço no governo.
Os primeiros desdobramentos do racha não são tranquilizadores para nenhum dos lados, ao contrário do que prevê Gleisi Hoffman. Por aqui há muita mágoa de parte a parte o que praticamente inviabiliza qualquer composição num eventual segundo turno. A separação é litigiosa.

O diretório nacional do PT define na pró- xima sexta-feira (17) o calendário para  fechar nomes e alianças para a eleição de 2020. A intenção de lançar o maior número de candidatos não afronta eventuais aliados, afirma a presidente, Gleisi Hoffman (PR).
Segundo a deputada, com o fim das coligações proporcionais para a formação dos legislativos locais, todas as siglas terão que se lançar à disputa, e os apoios vão mirar os segundos turnos – caso de capitais e grandes cidades, principal alvo do PT.
Esse foi um dos principais argumentos do PT de Aracaju para decidir pelo rompimento com o prefeito Edvaldo Nogueira (sem partido) e a apresentação da candidatura do ex-deputado Márcio Macêdo. Só que em Aracaju, a separação após 20 anos parece ser definitiva, com dificuldades para recomposições num eventual segundo turno.
Márcio concedeu sucessivas entrevistas criticando a gestão de Edvaldo e a forma como o PT era tratado pelo prefeito. O PCdoB, partido ao qual Edvaldo era filiado até a semana passada, há 39 anos, reagiu imediatamente e decidiu pela volta do vereador Antonio Bittencourt para a Câmara Municipal, provocando o afastamento do petista Camilo Feitosa. O PT também entregou o comando do Funcaju e outros cargos de destaque que ocupavam na administração.
Mesmo sem ter feito até agora qualquer declaração sobre a saída do PT da coligação, Edvaldo parece ter sentido e golpe e suspendeu qualquer aceno que vinha fazendo para tentar preservar a aliança. Até a véspera da reunião do PT, na quinta-feira da semana passada, Edvaldo estava se reunindo com o presidente estadual do partido, deputado federal João Daniel, a quem chegou a solicitar um encontro com a cúpula petista antes de uma decisão, o que hoje parece não fazer mais sentido.
Toda a direção do PT, incluindo o senador Rogério Carvalho, a vice-governadora Eliane Aquino e a ex-deputada Ana Lúcia foram favoráveis a proposta e aprovaram o nome de Márcio Macêdo. O bloco Articulação de Esquerda, liderado por sindicalistas, defendem o rompimento também com o governo Belivaldo Chagas, o que não é aprovado pela maioria, e o deputado estadual Francisco Gualberto, hoje bem distante da cúpula petista, defende a manutenção da aliança com Edvaldo.
No final de dezembro, durante a votação da proposta do governo Belivaldo para a reforma previdência, os dois deputados do PT se dividiram. Enquanto Iran Barbosa, ligado a Ana Lúcia e ex-presidente do Sintese, votou contrário a todas as iniciativas, Gualberto votou a favor e explicou que a reforma estadual era apenas uma adaptação da reforma da previdência de Bolsonaro e obrigatória por lei. O PT não se posicionou oficialmente, ao contrário do que ocorreu a nível nacional.
Uma das críticas mais contundentes do PT, é em relação a aproximação do prefeito Edvaldo Nogueira com políticos considerados conservadores, a exemplo do deputado federal Laércio Oliveira (PP) e o ex-deputado André Moura (PSC), que conseguiu a liberação de muitos para obras em Aracaju na época em que era líder do governo Temer no Congresso Nacional. No momento, o PP possui postos na administração municipal e o PSC já manifestou interesse em participar da coligação eleitoral de Edvaldo Nogueira. O PT também gostaria que o prefeito confrontasse o governo Bolsonaro, o que ele evita porque tem muitos projetos em andamento na PMA com recursos federais.
Correligionários de Edvaldo lembram que esses aliados conservadores integraram a coligação que garantiu a reeleição do governador Marcelo Déda, em 2010, reforçada ainda pelos irmãos Amorim, que passaram a controlar a Assembleia Legislativa e tinham espaço no governo.
Os primeiros desdobramentos do racha não são tranquilizadores para nenhum dos lados, ao contrário do que prevê Gleisi Hoffman. Por aqui há muita mágoa de parte a parte o que praticamente inviabiliza qualquer composição num eventual segundo turno. A separação é litigiosa.

Nova nota

A Articulação de esquerda voltou a divulgar nota defendendo que o PT de Aracaju cumpra o calendário a ser divulgado no próximo dia 17 pela direção nacional, para a escolha das candidaturas do partido nas eleições municipais. O grupo quer um debate com toda a militância do partido antes da definição do candidato, que para as outras correntes já está definido, com Márcio Macêdo.

Oposição

A AE diz defender no PT "uma tática que pode ser assim resumida: oposição radical e programática ao governo Bolsonaro/Mourão/Guedes/Moro e seus aliados estaduais e municipais". O grupo cita "diferentes grupos econômicos e gestores políticos são aliados originais do governo Bolsonaro e/ou implementam suas práticas em Sergipe, dentre eles: o prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira, o governador Belivaldo, o senador Alessandro e aqueles/as que gravitam ao redor dos ex-senadores Valadares, Amorim e Albano Franco" e cobra a entrega de cargos e oposição ao governo Belivaldo.

Obras

Do prefeito Edvaldo Nogueira, nas redes sociais: "Quando uma música de campanha não sai da boca do povo – Eles falam, mas quem faz é Edvaldo – é porque o trabalho na gestão se mostra efetivo e melhora a vida da população. Aracaju vive um novo momento e é nítida a mudança no cenário da cidade. Enquanto uns continuam falando por falar, levantando questões sem relevância, eu continuo honrando com meu papel de prefeito, fazendo melhorias e cuidando MUITO bem da cidade. É isto que Aracaju merece: uma gestão que conhece as necessidades do povo e que tem ideias concretas para o futuro. Trabalho bom não pode parar!"

Exonera

O prefeito Edvaldo Nogueira exonerou, na tarde desta terça-feira, o secretário da Assistência Social, Antônio Bittencourt Filho. A medida atende a uma solicitação do próprio secretário, que colocou o cargo à disposição do gestor municipal, após o partido do qual faz parte, o PCdoB, ter decidido pelo retorno imediato do vereador licenciado ao exercício do seu mandato. "Recebi do secretário Bittencourt um ofício, colocando  o cargo, em caráter irrevogável, a minha disposição, tendo vista uma posição que o PCdoB adotou de que ele deveria voltar à Câmara Municipal e reassumir a cadeira de vereador. Estava nos meus planos de que Bittencourt continuasse até o período final de desincompatibilização, que é março, mas respeito a posição do partido e estou assinando o ato de exoneração", destacou o prefeito Edvaldo Nogueira.

Agradeceu

Na ocasião, o gestor agradeceu pela "grande contribuição" do agora ex-secretário à pasta, definindo o período em que Bittencourt conduziu a Assistência Social como uma "fase de avanços significativos". "Quero agradecer porque Bittencourt foi um grande secretário, deu uma contribuição significativa à nossa gestão, com uma nova dinâmica à pasta, enfrentou  questões e estava dando passos significativos no sentido de avançar ainda mais na defesa das pessoas que mais precisam", disse o prefeito.

Projetos

Para Edvaldo, "além de conduzir muito bem todos os projetos que a secretaria possui, Bittencourt coordenou dois cadastramentos de famílias muito importantes": o dos moradores da Ocupação das Mangabeiras e o daqueles que residem na região em que vai ser construída a avenida Perimetral Oeste. "Os resultados têm sido muito positivos e quero agradecer o trabalho e dedicação de Bittencourt, que é um grande amigo, companheiro de militância e aliado", enfatizou.

Na Câmara

O prefeito salientou ainda que com o retorno de Bittencourt à Câmara Municipal, a gestão ganhará mais um aliado para o seu desenvolvimento. "Ele volta para a Câmara e não tenho dúvidas de que continuará atuando com garra e força. Fico sentido por um lado, mas ao mesmo tempo me sinto tranquilo por saber que terei um vereador que defenderá nosso governo, assim como sempre fez", reforçou. Bittencourt também frisou que ao voltar para a Câmara, "será, mais uma vez, um soldado, defensor do projeto que o senhor lidera. Conte com minha colaboração para contribuir com o seu governo e com a transformação de Aracaju", reiterou.

Apoio a Edvaldo

O deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) e o ex-deputado federal Heleno Silva, principal liderança do Republicanos (antigo PRB), gravaram um vídeo nesta terça-feira, no qual reafirmaram apoio ao prefeito Edvaldo Nogueira.  "Temos compromisso com Edvaldo. Mais do que nunca, queremos reafirmar apoio ao projeto do prefeito Edvaldo Nogueira, que desenvolve um grande mandato e merece o PSD e o PRB ao seu lado", disse Mitidieri.

Juntos

Heleno concordou com o depoimento do parlamentar. "Estamos juntos nesta caminhada vitoriosa. A gestão de Edvaldo é vista aos olhos de todos: cuida bem da cidade e tem o respeito da população. A gente vai neste caminho", declarou. O vídeo está disponível nas redes sociais de Mitidieri.

Aribé

Em visita ao JD, o vereador Lucas Aribé (PSB) disse que ainda não decidiu se troca ou não de partido na janela partidária, a ser aberta em cinco de março. A nova legislação eleitoral impede coligação nas eleições proporcionais. Com isso um partido terá que obter cerca de 14 mil votos para eleger o primeiro vereador na capital.

Calçadas

Lucas Aribé disse que a sua assessoria juntamente com alunos do curso de Arquitetura da Unit é que fizeram em Aracaju o levantamento sobre a situação das calçadas, dentro do projeto Mobilize Brasil, divulgada ontem nesta coluna. Foram analisadas 30 áreas públicas e, segundo o ranking, Aracaju está em 17º lugar nas capitais na questão de mobilidade.

Líder

O vereador disse que ainda não definiu se permanecerá como líder da oposição em 2020, mas assegura que mesmo com uma eventual troca de partido continuará sendo oposição a administração Edvaldo. Este ano ele pretende reapresentar alguns projetos que foram rejeitados pelos vereadores ou vetados pelo prefeito, a exemplo do Estatuto do Pedestre.

Com Agências

 

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