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SISTEMAS ALIMENTARES NO BRASIL [I]


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Publicado em 25 de novembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


* Pedro Abel Vieira e Manoel Moacir Costa Macêdo

Os processos da produção agrícola no Brasil não são uniformes. Algumas diferenças são evidentes aos olhares dos comuns, outras menos e exigem metodologias para as suas identidades. Os sistemas produtivos na rota da produção, distribuição e consumo, acolhem diferentes fatores de produção, áreas produtivas, história, sociologia e antropologia, onde vivem e trabalham as pessoas e familiares. Eles são complementares no local e no global.
Os condicionantes da produção, não são similares, mas distintos. Também não são neutros nos fatores tangíveis, a exemplo da propriedade e da tecnologia, e nem nos intangíveis, como as sociabilidades. Eles interferem no meio ambiente e na trajetória da produção, distribuição, circulação e consumo dos bens e valores.
Nesse sentido, são diversas as manifestações sobre a alimentação e responsabilidade da agricultura brasileira. Algumas sugerem que o aumento da população levará a fome e intensas migrações, abalando a paz mundial. Referência à vencida teoria malthusiana, que vincula a produção de alimentos na via aritmética e a população na geométrica. O tempo mostrou a falência dessa correlação entre produção, população e consumo de alimento. Não foram consideradas, as inovações e a desigualdade, ambas interferem tanto na produção, como no consumo.
As intensas migrações, fenômeno desse tempo, onde humanos são expulsos de suas origens e identidades por conflitos e restrições de variadas matizes. Elas causam instabilidade nos níveis interno e externo, a exemplo da fome, que não tem causa na carência da oferta de alimento, mas, mas em fatores, como a mudança climática e a persistente e abismal desigualdade entre as nações e dentro delas.
No caso brasileiro, não são as migrações que livra o País, da responsabilidade com a fome dos nacionais, mas as imperfeições da produção ao consumo, as alterações do clima e a desigualdade. Os sistemas alimentares não têm futuro viável sem levar em conta a mudança climática e os objetivos sustentáveis do planeta. O atual padrão alimentar da humanidade, ao contrário, causa restrições ao meio ambiente e a saúde das pessoas, seja pela carência, ou pelo excesso de comida.Ele pode envenenar o planeta e o mal-estar da população, como o bem-estar e a equidade social.
Melhorar os sistemas alimentares são desafios sociais, econômicos, políticos e ambientais. Conter a erosão da biodiversidade, a poluição proveniente da produção agropecuária, a insegurança alimentar, as alterações climáticas, e promover o acesso equitativo as dietas nutritivas e benéficas a saúde. Desafios enfrentados com políticas públicas, planejamento estratégico e desenvolvimento sustentável.
Tudo isso requer mais do que uma transição em direção à sustentabilidade agrícola, mas esforços para diversificar e aumentar a oferta de alimentar e tornar os sistemas agrícolas ambientalmente sustentáveis, incluindo a proteção da biodiversidade,o combate ao desperdício e a busca da saúde única: humana, animal, vegetal e ambiental.

* Pedro Abel Vieira e Manoel Moacir Costa Macêdo são engenheiros agrônomos

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