A nova versão do Bolsa Família, o principal programa social dos governos petistas, foi lançada ontem., com novo teto de renda exigido para o ingresso no programa, um pouco mais alto. De todo modo, trata-se ainda de distribuir renda, a bem da economia e, sobretudo, da assistência aos mais vulneráveis.
Os programas de transferência de renda começaram a ser adotados no Brasil durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Ampliados desde o primeiro mandato de Lula, sempre mereceram a alcunha de “bolsa esmola” pelos adversários do Partido dos Trabalhadores. Estes, no entanto, preferem ignorar que há razão de sobra para o governo federal insistir na mão estendida aos cidadãos mais pobres. Antes de todos, a economia agradece.
Em primeiro lugar, ao contrário do que afirmam os desinformados, o investimento jamais manteve milionários. O Bolsa Família é destinado agora a famílias com renda per capita de até R$ 218 mensais. A partir do dia 20 de março, serão concedidos, no mínimo, R$ 600 por família assistida.
Em um País incapaz de oferecer uma oportunidade a 13 milhões de desempregados, a fome é um dado da realidade. O pagamento do Bolsa Família tem sim, portanto, uma face assistencialista. No entanto, as consequências virtuosas na economia, derivadas do estímulo ao consumo entre os mais pobres, não são menos importantes.


